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Jornal da Cidade (Online) é homenageado pelo Exército em Valença

Reportagem: Jorge Alexandre //// Fotos: Adir de Souza e Elisabete Cruz de Souza. Na noite da quarta-feira, dia 21 de novembro (2018), o...

Ex-militares do Esquadrão Promovem Corrida e Caminhada de Aniversário

Texto: colaboração de Nelson Medeiros
Fotos/ cedidas: Sloan Lanini

No dia 17 de dezembro (2017) foram realizadas uma Corrida Rústica de 12 Km e uma Caminhada de 6 Km em comemoração ao "74º Aniversário  do 1º. Esquadrão de Cavalaria Leve  (Aeromóvel )"eventos estes idealizados pela "Associação dos Boinas Pretas de Valença-RJ" - constituída de ex-militares do 1o. Esquadrão -, produzidas pela equipe do Professor  Bernardo Machado, com apoio do Major de Cavavalaria Rafael, Comandante da referida unidade militar, com o objetivo de homenageá-la pelo seu aniversário e também com a finalidade de arrecadar brinquedos e fraldas.

 Tenente Maria Clara, Tenente Calixto e Major Rafael





Premiações aos atletas e Confraternização com o público participante



AGRADECIMENTOS:
A todos que contribuíram para o sucesso do evento.
ORGANIZAÇÃO:
Cláudio Cândido, Bernardo Machado, Jorge (Biquinha), Israel (Beija Flor), Laurimar, Marinho, Aurora, Zola.
PATROCINADORES:
Amigos da Construção, Top Figth, Studio Bernardo, Barbearia, Padre Luna, 1º. Esquadrão de Cavalaria Leve - Aeromóvel - Esquadrão Tenente Amaro.
EQUIPES PARTICIPANTES:
Jiló Personal,
Studio Bernardo Machado,
Corredores de Valença, Raider, Correria - Volta Redonda-RJ, Coração de Aço - Volta Redonda-RJ,
Gal do Morrão - Barra do Piraí-RJ, Equipe Juiz de Fora (MG),
Realengo - Rio de Janeiro - RJ, Runners, Equipe Rio das Flores (RJ), Equipe Biquinha, Equipe Osório, Bruno Academia

Eventos Esportivos Arrecadam Fraldas para Idosos

Texto: colaboração de Nelson Medeiros
Fotos: Tenente Calixto

No dia 21 de dezembro (2017), ocorreu a entrega de fraldas geriátricas e de cestas básicas arrecadadas na Corrida Comemorativa aos 74o. Aniversário do 1o. Esquadrão de Cavalaria Leve - Automóvel - Esquadrão Tenente Amaro, realizada no dia 17/12, no "Asilo dos Idosos de Rio Preto (Minas Gerais. 



O ato solidário contou com as presenças do Comandante da unidade militar, Major Rafael Barbosa Pereira, Tenente Calixto (Relações Públicas do 1o. Esquadrão), de membros da Associação dos Boinas Pretas de Valença-RJ e da equipe organizadora da corrida. Recebeu as doações, a Presidente do Asilo São Vicente de Paulo, senhora Virgínia.

Ferrovia: Vagões Fabricados em Valença Voltarão

Texto: Jorge Alexandre
Fotos: Victor S. Gomez

A "União Valenciana para a Preservação Ferroviária (UVAFER)" está trabalhando há mais de dois anos com o objetivo de trazer de volta a Valença cerca de quatro Vagões de Trem fabricados nas extintas Oficinas da Rede Ferroviária Federal Central do Brasil (RFFSA) a partir da década de 1950 até 1973 (quando foi definitivamente extinto o Ramal, e desativada a Estação Ferroviária, transformada em 1974, na Rodoviária Princesa da Serra) em Valença. Esses Vagões atualmente se encontram desativados em cidades de Minas Gerais, como exemplo, Santos Dumont, sob a responsabilidade de outra empresa de ferrovias, a MRS. Segundo informação do Presidente da UVAFER, Professor Miguel Augusto Pellegrini, os vagões terão entre outras funções, "incentivar e impulsionar a Cultura e o Turismo", com Biblioteca (com livros, revistas, vídeos e outros registros, como a História da Ferrovia no Município) e Acervo de Fotos de Fazendas que contam a história de Valença e da região do Vale do Café, entre outras manifestações que possam despertar a atenção da população valenciana, principalmente de estudantes e de turistas.


Inicialmente, no desenvolvimento desse Projeto, que dará maior ênfase à necessidade da preservação e valorização do "MUSEU FERROVIÁRIO DE VALENÇA", criado em 2001, que teve como grande responsável pela sua preservação e divulgação o ex-ferroviário Sebastião Victor, os membros da UVAFER buscaram apoio junto ao Exército Brasileiro e às Prefeituras em Minas Gerais com o objetivo de ser conseguido transporte para os Vagões, necessitando da utilização de pranchas existente no Exército. Várias outras frentes de parcerias também foram buscadas pela diretoria da UVAFER em Valença, como o 1o. Esquadrão de Cavalaria Leve - Aeromóvel - Esquadrão Tenente Amaro, para fazer contatos com as unidades militares em Minas Gerais, a Prefeitura Municipal de Valença, Associação Comercial e Industrial de Valença (ACIVA), Fundação Educacional Dom André Arcoverde (FAA), empresas privadas e participação da população valenciana através do sorteio de uma Motocicleta para ajudar nos elevados custos de transporte dos Vagões. TRILHOS - A base de sustentação dos Vagões, que são os Trilhos (popularmente conhecidos como Linhas) já foram instalados recentemente pela empresa responsável na Praça próxima à Rodoviária Princesa da Serra e ao Mercado Municipal, espaço onde ficarão os Vagões, em local que tem visibilidade de vários ângulos, às margens da Avenida Geraldo de Lima Bastos (Avenida do Contorno), que dá acesso ao centro da cidade e a vários bairros. Aguarda-se agora, a informação da UVAFER sobre a data em que os Vagões chegarão.



Crianças do Rancho Novo Ganham Festa de Natal

Texto: colaboração de Nelson Medeiros
Fotos: Bernardes e Fuentes

No dia 22 de dezembro  (2017), ocorreu a entrega dos brinquedos arrecadados na Corrida Comemorativa do Dia 17 de Dezembro, em homenagem ao Aniversário do 1º Esquadrão de Cavalaria  Leve - Aeromóvel - Esquadrão Tenente Amaro, na esta de Natal para crianças carentes do Bairro Loteamento Rancho Novo.





Estiveram presentes o Sargento Wesley (Auxiliar de Relações Públicas do Esquadrão) e membros da Associação dos Boinas Pretas de Valença-RJ.

Projeto de Resgate da Cultura da Serra dos Mascates.

Trabalho de pesquisa sobre a Serra dos Mascates realizado pelos Professores Adriano Novaes e Antonio Carlos da Silva, Laboratório de Historia Regional e Centro de Documentação Histórica, Instituto Superior de Educação.

Produção do vídeo e Locução Victor S. Gomez

A imponente Serra dos Mascates faz parte do maciço da Serra da Mantiqueira, dividida entre três estados: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Na porção do estado do Rio de Janeiro encontra-se a menor parte da Serra, que corresponde apenas 10%. A maior parte encontra no estado de Minas Gerais, seguido do de São Paulo.


No Estado do Rio de Janeiro a Serra da Mantiqueira ocupa toda a área do Médio Paraíba do Sul, margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, e nesta área encontra-se o importante Parque Nacional de Itatiaia, o primeiro do Brasil (1937). Nesta mesma área também se localiza o Pico das Agulhas Negras, com 2.792,66 metros de altura, o ponto culminante do estado do Rio de Janeiro e a oitava montanha mais alta do Brasil.

De acordo com as bases do IBGE, a Serra dos Mascates faz parte de uma cadeia de pequenas montanhas (serrotes) que tem início no município de Barra do Piraí, passa pela cidade de Valença e termina no município de Rio das Flores, nas proximidades da foz do mesmo rio. Cada trecho da Serra em lugares diferentes recebe denominações especificas: No trecho entre a divisa do município de Barra do Piraí até o Bairro São Francisco, recebe o nome de Concórdia, com altitudes de 1.045 m; o trecho entre os bairros de Santa Cruz, e Centro de Valença, é conhecido pela denominação de Serra dos Mascates, com altitude de 1.032m; e toda a parte restante, localizada no município de Rio das Flores, recebe o nome de Serra da Boa Vista (este trecho também é denominado de Serra da Taquara). Existem também apelidos adotados a determinados morros localizados próximos a fazendas ou rios, como por exemplo: “Serra de Santa Catarina” no trecho entre aos bairros São Francisco e Santa Terezinha. Serra da Glória, no bairro de mesmo, e no município de Rio das Flores, Mirante da Boa Vista, com altitude de 619m, no centro da cidade, e Monte Formoso, com 784m.

A Serra dos Mascates também conhecida no século XIX como Serra Velha ou Serra de Valença, exerce o papel de divisor das águas dos rios Paraíba do Sul e das Flores. A vertente norte onde se assenta a cidade de Valença faz parte da bacia do rio das Flores, que por sua vez ajuda a formar a grande bacia do Rio Preto, formando o importante Vale do Rio Preto.

Desde os primórdios da fundação da Aldeia de Valença a Serra dos Mascates foi presença marcante na história da cidade. Imponente, assistiu o surgimento da cidade e acompanha assustada o avanço da área urbana sobre suas encostas, tendo por conseqüência a destruição de seus últimos resquícios de vegetação nativa e a extinção de suas nascentes.

O Registro mais antigo sobre a Serra era uma transcrição de um mapa datado de 1819, referente ao Tombo das Terras dos Índios Coroados, elaborado em 1836. Esse documento que constituía a certidão de nascimento da cidade de Valença foi destruído por um incêndio no Casarão da Cultura em 2001. Outros documentos referentes à concessão de sesmarias próximas a atual área urbana da cidade de Valença também fazem referencia a Serra. Porém, nenhuma cita a denominação atual de Serra dos Mascates, mas sim, de “Cordilheira da Serra d’Aldeia” ou simplesmente “Serra da Aldeia”. Em meados do século XIX a Serra passa a ser denominada “Serra Velha”, como consta em vários documentos desta época. A designação “Mascates” aparece pela primeira vez em uma “Memória Justificativa para o Saneamento”, publicada em 1894. A toponímia Mascates, provavelmente, se deve aos viajantes que se dirigindo ao Rio de Janeiro do interior ou vice-versa dessa Serra utilizavam-se, mascateando suas mercadorias.


Em janeiro de 1822, ao regressar a cidade do Rio de Janeiro após ter explorado, em diversas viagens cientificas, territórios do sul e centro-sul do Brasil, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire constatara que parte de sua coleção coletada nas províncias de do Rio de Janeiro e Minas Gerais havia se estragado. Aborrecido, porém resignado, resolveu empreender sua última viagem antes de regressar a França. Assim, entre os meses de janeiro e maio de 1822, voltou atravessar as trilhas de mulas que cortavam a Serra do Mar, o Vale do rio Paraíba do Sul e Mantiqueira em direção ao sul de Minas, tendo a oportunidade de percorrer o “Caminho do Comércio”, aberto há poucos anos com o objetivo de articular a então sede do Império português à zona de produção de mantimentos das terras altas da Mantiqueira. Em quatro de fevereiro quando se aproxima da futura cidade de Valença, observou a paisagem e anotou em seu diário:

“Um pouco antes de chegar à Aldeia, avista-se o pico de elevada montanha imensa extensão de terreno, notando-se de todos os lados montanhas cobertas de mato”.

Saint-Hilaire já havia passado por Valença antes, em 1819, quando realizou sua primeira viagem a província Minas Gerais. Comparando, observou o aumento da população:

“As terras nos arredores da Aldeia estão um pouco mais povoadas; atualmente nelas se contarão umas sessenta casas”.

Como foi dito, o ilustre naturalista percorreu o caminho do Comércio que em Valença chagava-se pela atual Serra da Glória, descendo por onde fica atualmente o Hospital de Clínicas da Unimed e Rua Vito Pentagna, no Bairro do Benfica.

Nesta mesma ocasião estava sendo construída a Estrada da Polícia pela Intendência de Polícia do Rio de Janeiro. A idéia era ligar a cidade do Rio de Janeiro às cidades da comarca de Rio das Mortes, na província Minas Gerais. A Estrada deveria cortar a região do Vale do Paraíba, passando pela fazenda de Francisco Rodrigues Alves - onde mais tarde irá surgir a cidade de Vassouras - e pela Aldeia de Valença.

No município de Valença, a Estrada da Polícia, tinha início nas margens do Paraíba do Sul, em terras da fazenda Santa Mônica, onde mais tarde irá surgir distrito de Barão de Juparanã. Desta fazenda tamava-se a direção de Quirino para depois galgar o lado sul da Serra dos Mascates, descer para a Vila de Valença, através da atual Rua Rodrigues da Cruz. Depois de percorrer as atuais Ruas Domingos Mariano, dos Mineiros, Praça Visconde do Rio Preto, Rua João Rufino e Dr. Humberto Pentagna, a importante Estrada toma a direção de Rio Preto, passando antes pela Passagem, Charneca, Pentagna, Chaves e finalmente Parapeúna, na divisa com o Estado de Minas Gerais.

Passado alguns anos o trecho da Estrada da Polícia que atravessava a Serra dos Mascates foi substituído por uma volta da Serra, através dos Bairros Santa Cruz e João Dias. O objetivo de tal mudança era de se evitar a subida íngreme da Serra. Mesmo deixando de ser o eixo principal de tão movimentada Estrada o antigo leito da Polícia existente na Serra continuou durante quase todo o século XIX sendo freqüentado por moradores locais que possuíam chácaras e sítios atrás da Serra. Com o advento da Estrada de Ferro as Estradas de Terras perderam sua importância. O Relatório do Presidente da Província de 1857 prevê o seguinte sobre a Estrada da Polícia:

“É uma das mais transitadas da Província, porque partindo do rio Preto corta os municípios de Valença e Vassouras no meio. A produção que desce por ela é enorme. Até São João Del Rei se serve dessa via. Com a E.F. Pedro II, logo que galgue a serra, esta e a do Presidente e outras paralelas tendem a serem abandonadas”.

A Estrada da Polícia e outras que cortavam o território de Valença nada tinha haver com o transporte de ouro. Atendia ao transporte de víveres, como o gado de corte e principalmente o café que era produzido nesta região.

Duas pedreiras localizadas na Serra dos Mascates forneceram granitos à cidade de Valença: a “Pedreira da Câmara”, durante todo o século XIX, e “Nossa Senhora Aparecida”, durante o século XX e XXI, e ainda em funcionamento.

Foi através dos mananciais da Serra dos Mascates que durante todo o século XIX e as primeiras décadas do XX que população foi servida de água potável.

Dois eram os mananciais que até 1915, abasteciam de água a cidade de Valença, o do Machado ou José Alves (Benfica) e o da Serra dos Mascates (Laranjeiras). O mais antigo foi o do Machado.

O projeto de canalização do manancial do Machado foi realizado em 1838 pelo Major César Cadolino, que atendia ao primeiro projeto de urbanização da então Vila de Valença.

Com o paulatino crescimento populacional da então cidade de Valença, surgiu a necessidade de novas fontes de abastecimento de água potável. Em 1870 formou-se uma comissão composta por vereadores da Câmara Municipal a fim de dar parecer sobre a necessidade de construção novo reservatório, bem como orçamento para realização da obra.

Em 20 de novembro de 1873, a firma “Faria, Ariosa, Villaronga & Companhia” firmava contato com a Câmara Municipal de Valença para a construção do novo abastecimento de água potável da cidade de Valença, aproveitando os mananciais da Serra dos Mascates. Comprometia a firma contatada a construir na chapada do morro do Manoel Hipólito (atual condomínio Mata Atlântica), um reservatório com dois compartimentos (ainda hoje existentes).

Em 1894, ainda era insuficinte o serviço de abastecimento de águas na cidade. O engenheiro Ernesto C. de Araujo Viana, chefe da Comissão do Saneamento de Valença, em seu relatório publicado nesse ano, cauculou o volume dos mananciais da Serra do Mascate e dos denominados José Alves ou Machado (Benfica), o que foi feito após demorada estiagem, chegando ao seguinte conclusão: o manancial da Serra do Mascates dava, em 24 horas, um fornecimento de 98.000 litros, e o do Benfica, 40.000 litros. A esse tempo, para uma população de cerca de 4.000 habitantes, cabia, apenas, a cada individuo, a insignificante percentagem de 34,5 litros. O engenheiro Araujo Viana faz a seguinte referência:

“Assisti, e, por experiência própria, tive oportunidade de sofrer as consequências da falta d’água em Valença. Depois das 9 horas da manhã as torneiras de minha casa não deitavam uma gota.”

Neste mesmo ano foi firmado o contrato entre a Câmara Municipal de Valença e o engenheiro Dr. Ernesto da Cunha Araújo Vianna e o construtor João Marques Faria, para a execução do projeto de substituição dos canos de barro por tubos de ferro, na canalização das águas da Serra dos Mascates. Neste contrato se obrigavam eles a construir uma nova represa mais abaixo da existente, na dita Serra dos Mascates, fazendo uma barragem de alvenaria de pedra e argamassa de cimento e areia, e modo e serem por aquelas represas captadas as águas, que corriam pelo aqueduto existente e as que nasciam em nível inferior, ou que, por efeito de infiltração, não eram aproveitadas. Toda a linha de canalização desde a nova represa deveria ser ligada ao o novo reservatório de distribuição (atual sede da SECTUR), que deveria ser construído com capacidade para armazenar 77.481 mil litros. O projeto foi levado a efeito.

Em função da grande seca de 1914, que teve como conseqüência uma crise de abastecimento de água potável na cidade, a Câmara Municipal estudou a possibilidade de ampliar a rede de abastecimento. Nesta época a cidade era abastecida apenas pelo o Manancial de Serra dos Mascates (o maior) e o do Manancial do Benfica.

Segundo o memorialista valenciano Luis Damasceno Ferreira, por conseqüência desta crise de abastecimento irrompeu na cidade uma epidemia de febre tifo, que ceifou várias vidas.

Aos poucos novas fontes capitação de água foram sendo construídas na cidade. As nascentes do Benfica, em grande parte em terras da família Pentagna, foram aproveitadas e ampliadas. Apenas a primitiva de José Alves foi inutilizada pela Câmara Municipal em 1918.

A mais de meio século o reservatório da Serra dos Mascates não é utilizado como fonte de abastecimento de água potável a cidade de Valença. Consta que em curto periodo de tempo atendeu a uma fábrica de doces “Danger” que ficava situada a alguns metros a baixo do reservatório.

O Mato das Águas localizado nessa Serra e onde se encontra inúmeras nascentes é hoje área de preservação permanente, considerada de interesse ecológico por Lei Orgânica Municipal.

Desde a construção de um edifício pela Embratel para suas retransmissões, na década de 1970, no topo da Serra, muitos valencianos começaram a freqüentar o local. Principalmente depois do calçamento da estrada de acesso.

Apesar das agressões que a Serra vem sofrendo ao longo dos anos como loteamentos inadequados, e mais recentemente, o incêndio nas matas (2007) e desmatamentos, a bela paisagem ainda nos surpreende. Podemos imaginar qual deveria ser a impressão que muitos viajantes e mascates vindos do Rio de Janeiro tinham ao atravessar a Serra e se deslumbrar com paisagem que descortinava diante de seus olhos. Uma extensa região salpicada de colinas com um longínquo horizonte com as Serras de Minas, tendo na sua base a cidade de Valença.

Não de hoje que inúmeros projetos têm sido ventilados para o aproveitamento da Serra dos Mascates: mirantes, teleféricos, área de proteção ambiental e etc... O certo é que em 2004 o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural – INEPAC - tomou a iniciativa de tombar a Serra, passando ser considerada patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2008 foi criado por um grupo de abnegados cidadãos valencianos, com intuito de proteger e defender a Serra da destruição de sua fauna e flora, o SOS SERRA DOS MASCATES. Desde então foram realizadas inúmeras palestras educativas para a população em geral e campanhas de reflorestamento. Importantes parceiros como a Fundação D. André Arcoverde, através do Centro de Ensino Superior de Valença contribuiram irrestritamente com esta importante ação cidadã.
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Fontes utilizadas:

1VIANNA, Ernesto da Cunha de Araújo. Saneamento de Valença: Memória Justificativa dos Planos Apresentados a câmara Municipal de Valença. Rio de Janeiro: Typographia “Mont’Alverne”,1894, p.43.

2MARQUESE, Rafael de Bivar. Diáspora africana, escravidão e a paisagem da cafeicultura no Vale do Paraíba oitocentista. Almanack braziliense.n.07,p.139, maio de 2008.

3Relatório do Presidente da Vice Presidente da Província do Rio de Janeiro, João Manoel Pereira da Silva para Assembléia Legislativa. Agosto de 1857.p.36.

4VIANNA, Ernesto da Cunha Araújo. Op.Cit.

5FERREIRA, Luiz Damasceno. Historia de Valença: 1803 -1924. Valença: Editora Valença S. A., 2ª edição, 1978, p.128-135.

6 Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Secretaria de Estado de Cultura. 1.12.2004. Ano XXX, n 222. Parte 1. p.61-2. “Tombamento Provisório nos termos do Inciso II do Artigo 5° do Decreto n° 5.808 de 13.07.1982, de acordo com o Processo n°E-18/001004/2004: 3. Sítio Histórico e Paisagístico da Serra dos Mascates. “O Tombamento do sítio histórico e paisagístico da Serra dos Mascates, compreendendo as vertentes dos morros que integram a Serra da Boa Vista, voltados para a área urbana de Valença, onde se encontra o ponto culminante da cidade, a 1.032 metros de altitude, limitada pela linha de cumeada e o sopé do maciço que segue pelos bairros do parque Pentagna, Jardim Agelina, Laranjeiras, até o bairro Santa Cruz, inclusive”.

Folias de Reis Iniciam Visitas nos Bairros

Texto: Jorge Alexandre
Fotos: Victor S. Gomez

Seguindo a tradição do Reisado, à meia-noite do dia 24 para dia 25 de dezembro (noite de Natal), os vários grupos de Folias de Reis de Valença iniciaram o período apresentação levando as Bandeiras de Santos Reis às residências, igrejas, estabelecimentos comerciais e demais localidades nos bairros. Durante as apresentações, os Mestres de Folias levam as Bandeiras e os Palhaços e demais foliões (crianças e adultos) cantam as músicas que contam a história do Nascimento do Menino Jesus (Cristo Salvador).


Fotos arquivo Victor S. Gomez

As Folias de Reis em Valença são organizadas pela AGFORV - Associação dos Grupos de Folias de Reis de Valença, presidida pelo Mestre de Folia do bairro Hildebrando Lopes, Francisco José Ferreira (Chico da Folia). As visitas das Folias de Reis serão encerradas no dia 06 de janeiro de 2018, no 47o. "Encontrão de Folias", realizado no Adro (pátio) da Catedral Dicesana de Nossa Senhora da Glória, no Centro da cidade de Valença. Em razão do grande número de Folias, o Encontrão é realizado nos dias 05 e 06 de janeiro, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, sendo que no dia de Santos Reis (06/01) é celebrada a missa no interior da Catedral, com saudação a todas as Bandeiras.

Fotos arquivo Victor S. Gomez


Fotos arquivo Victor S. Gomez

Feliz Natal e Próspero Ano Novo para Todos

O Jornal da Cidade deseja à todos o melhor Natal e Ano Novo de todos os tempos.

Estamos beirando 2018, esperamos que esse seja um ano de mudanças e justiça. Que possamos nos doar mais, que sejamos mais voluntariosos, que sejamos mais solidários, que compartilhemos mais e que esse seja realmente o ano da honestidade, uma palavra um pouco esquecida por uma parte dos nossos políticos, mas muito aguardada por todos nós.

Que nossa estrada seja coberta de sucesso, amor e mais compaixão por nossos semelhantes. Que Deus abençoe a todos.

Esquadrão Tenente Amaro Comemora 74 anos   

Texto: Jorge Alexandre
Fotos: Victor S. Gomez                                                                                     

Na manhã da quinta-feira, dia 14 de dezembro (2017), o Comandante do 1º.  Esquadrão de Cavalaria Leve - Esquadrão Tenente Amaro (Aeromóvel), Major Rafael Barbosa Pereira e seus comandados recepcionaram com honras militares na entrada do Corpo da Guarda da unidade militar, no bairro Belo Horizonte, o Comandante Militar do Sudeste (São Paulo), General de Exército, Camilo Pires de Campos, e o Comandante da 2a. Divisão de Exército (São Paulo), General de Divisão, Eduardo Diniz, os quais presidiram com ele a solenidade de formatura comemorativa dos 74 anos de criação da única unidade da Arma de Cavalaria do Exército Brasileiro, então "1o. Esquadrão de Reconhecimento", ocorrida em 06 de dezembro de 1943, que participou da 2a. Guerra Mundial nos campos de batalha da Itália, sob o comando do Oficial Plínio Pitaluga, seu primeiro Comandante. Durante a solenidade, houve desfile dos militares com fardas e bandeira do Esquadrão usadas na guerra, desfile da tropa em homenagem à Bandeira Nacional e ao Estado Maior do Exército Brasileiro e foi lida a "Ordem do Dia", tendo o General de Exército João Camilo Pires de Campos, elogiado o Major Rafael, Comandante do 1o. Esquadrão Tenente Amaro, pelo zêlo com que conduz a tropa e a unidade militar.

A formatura contou também com as presenças de demais  autoridades militares, civís, de três Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira, Paulo Antônio, Jayme Lyra da Silva e Nilson Machado, acompanhados da Secretária da Associação dos Ex-Combatentes, Seção de Valença, Elen Vasconcellos; do Prefeito de Valença, Luiz Fernando Furtado da Graça, do Presidente da Câmara Municipal, Saulo Corrêa, e Vereador Marquinhos da Saúde; do Cônsul Geral da Rússia, no Rio de Janeiro (Brasil), Vladimir Gueorguievich Tokmakov; de representantes da imprensa, Radialista João Alberto Carvalho da Silva (Diretor da Rádio Alternativa Sul FM) e Jornalista Gustavo Abruzzini de Barros (Editor do Jornal Local); do Empresário Davi Nogueira (Diretor da Indústria de Plásticos de Valença); do Presidente da Associação Comercial e Industrial de Valença (ACIVA), Sebastião Vieira; de instituições religiosas, educacionais, Clubes de Serviços como Maçonaria (representada por Roberto Peixoto), Grupo de Escoteiros de Valença (representado por Luiz Carlos Monteiro Nogueira) e Rotary Club de Valença (Rotary International), presidido pelo Advogado Fabrício Itaboraí Ferreira. Foram entregues a "Medalha General Pitaluga" e "Diplomas de Amigos do Esquadrão" a militares e aos civís mencionados, incluindo o Bispo da Diocese de Valença, Dom Nelson Francelino Ferreira e ao Pároco da Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Glória, Padre Edilson; ao Pastor Evangélico Vágner Capilluppi; ao Cônsul Geral da Federação da Rússia no Rio de Janeiro, Vladimir Gueorguievich Tokmakov; ao Artista Plástico Zirley Ávila; e ao Maestro Antonio Carlos, da Orquestra de Cordas do Jardim Valença. Como forma de valorização da arte musical, o Comando do 1o. Esquadrão Tenente Amaro convidou a Orquestra a se apresentar para os presentes e foi aplaudida pelo público, tendo recebido também um elogio e incentivo do General de Exército Camilo Pires de Campos. Empresário Jorge (Trustec); Nelson de Souza Medeiros, 'Relações Públicas da Associação dos Bôinas Pretas de Valença'; Cantor e violonista Paulinho Lima. Professor Antônio Celso Alves Pereira, Diretor Geral do Centro de Ensino Superior de Valenca (CESVA-FAA); Empresário Paulo César Osório (Restaurante Colonial); (Hotel Palmeira Imperial), Professor-Doutor em História, Raimundo Mattos. Ao final da solenidade foi servido um coquetel aos convidados no Cassino de Oficiais e no Salão de Cabos e Soldados.







Coral Vozes de Valença da Etal, com participação de Zé Maria Ferr

Feliz Natal!
Uma noite para não se esquecer jamais!

A Aciva - Associação Comercial Industrial Valença deseja um Natal prospero para todos os valencianos.

O Natal é somente uma data comemorativa? Sim, pode ser, mas também é, solidariedade, amizade, fé, esperança, felicidade, respeito, amor e tantas outras coisas boas. Se todos entendessem isso o mundo seria um lugar bem melhor de se viver. Busque sua paz interior, sua realização pessoal, mas nunca se esqueça que você está ligado à todos. Não somos formigas, mas todos nós dependemos uns dos outros.

Realização ACIVA, apoio Prefeitura de Valença.
Na foto, Coral Vozes de Valença da Etal, com participação
do músico Zé Maria Ferr, na Igreja do Rosário, na abertura do Natal Iluminado de Valença. 

O evento contou com a presença do Presidente da ACIVA, Sebastião Vieira
e do Vice Prefeito, Hélio Suzano.

Participação de Zé Maria Ferr

Informações na ACIVA:
Rua Silva Jardim, 02 | sala 402
Valença, RJ
(24) 2453-4727
email: contato@acivarj.com.br

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ACIVA, trabalhando por uma Valença melhor.

Sobre Direito Autoral

O respeito necessário ao Direito Autoral
Texto: Jorge Alexandre / Valença-RJ
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